Quando renascemos dentro de nós, é sinal de que um novo ciclo começa. Seja ele bom ou ruim, longo ou passageiro, é sempre muito natural. Não nos damos conta de, quanto estávamos diferentes, até que mudemos, de fato.
As pessoas ao redor, nos olham e comentam, talvez faça mais sentido, nos sentir. E é nestas horas que conhecemos nossos sentimentos. Na solidão interior, na busca, na fuga. E quando retornamos, estamos mais felizes, ou não. Mais serenos, ou não. Mais completos, ou o mais próximo disso.
Mudamos nossos ritmos, mudamos o ponto de vista, embora a visão permaneça a mesma. Essência! Eis o que nunca mudará, por mais que tentemos, é única.
No momento em que reciclamos estas questões, reciclamos também nossos laços com o exterior, com o outro. Principalmente porque nós surpreendemos. E esta surpresa gera estranhamento. Até mesmo em nós, pois é justamente nesta hora, em que percebemos tamanha mudança.
Chega o tempo de repensar, então, se valeu à pena, se é real o desejo. Esse renascer que nos renova, mata um pouco do que o outro enxergava
E tudo fica como se despertássemos de um coma. Onde os outros nos falam, e não podemos reagir. Pois quando levantamos, tudo está diferente, como se ninguém nos tivesse dito antes, mude! E os sinais foram tão claros, porém, não mudamos.
Ou quando acontece, é justamente pelo excesso de sinais. Alguns se arrependem, voltam atrás, outros seguem, machucam-se, mas insistem por plena teimosia egocêntrica, autoafirmação. Mas será mesmo que os sinais são sempre de fora pra dentro?
Em que momento começamos a sinalizar que queremos mudar? Quando começamos a externar com pequenos atos, palavras e gestos e ninguém nos ouve. Apenas faz de ouvidos moucos, fingem não nos escutar, e tudo vira palavra ao vento.
Agora então, só nos resta arriscar a mudança, tendo certeza ou não, mudamos. Mudemos, arrisquemos. E de preferência, que assumamos nossos tropeços; sem esbarrar num divã. Caso contrário, a terapia perdura por um longo tempo. Apenas tente.


